Pensei que fosse começar o ano a cumprir um dos pontos da lista para 2016 mas afinal não. Comecei o ano a fazer panquecas e a ouvir o concerto de inicio de ano em Viana de Áustria, o que não deixa de constituir um bom presságio.
Compreendo as pessoas que acham hipocrisia e exagero celebrar a passagem do ano como um marco único. Bem, na verdade depende da coerência e da maneira de cada um estar na vida.
Eu celebro esta data que para mim é a mais importante do ano. Nem o meu aniversário é assim tão importante! Celebro a passagem de ano interiormente, fazendo o balanço do ano a terminar e determinando os "novos" objectivos. Eu sei que a vida não é um videojogo, no entanto vivo cada ano como uma etapa ou um novo nível... e porque não? Acima de tudo o importante é que não se deixe passar, ano após ano, sem uma reflexão e uma acção concreta e evolutiva. Se este processo é feito na passagem do ano velho para o novo, se é feito a meio do ano que decorre ou em mais um aniversário, é indiferente! O que faz a diferença é que haja uma atitude!
Questiono-me se daqui a uns meses, ou até mesmo semanas, nos lembraremos destas máximas. Por isso, mais importante que partilhar frases feitas no facebook, é escrevermos o nosso compromisso pessoal connosco mesmos como se de um contrato se tratasse. Um contrato de fidelidade e lealdade connosco próprios e que teremos de relembrar no decorrer do percurso que certamente estará cheio de tropeços e de contrariedades que nos vão fazer querer desistir.
E é precisamente porque não é fácil estabelecer compromissos que os devemos enfrentar. Criar esse movimento que inclui contrariar a nossa apetência para nos instalarmos nas zonas de conforto é como colocarmos um pionés na nossa própria cadeira!
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