quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Reflexão#1

Porque é que mudar algo na nossa vida, implica na maioria das vezes interferir na vida de alguém? Seria muito mais fácil para a nossa consciência, decidir-se e determinar-se, sabendo que não afectaria mais ninguém senão a si... é bom sentir que se está a chegar ao ponto de maturidade em que a experiência já nos aconselha no caminho a seguir e a identificar os sinais. Pelo menos não estamos sozinhos em nós mesmos... agora para além da companhia de Deus temos a nossa história a cumprir a melhor parte do seu papel.

Até uma determinada altura fui fatalista, vitimista mas a partir do momento que percebi o poder que há em nós de gerirmos a nossa própria vida e que a responsabilidade por ela, pode ser mais construtiva que destrutiva, mudei de um modo efectivo a minha postura de vida. A única coisa que nos destrói é o pensamento contrário...
Nunca consegui ter uma atitude passiva perante a vida... se não estou a reflectir sobre, estou a agir sobre... de qualquer modo estou sempre em movimento. Não é esse o nosso poder real? (se existe poder!?) Porque ficar parado ou parar também é uma decisão, uma postura perante a vida que a alguns faz sentido, há quem não saiba como agir e então não age... também já cheguei a pensar que talvez a ignorância possa ser uma benção... mas será mesmo? Ou talvez mais cego seja aquele que não quer ver?

Eu gosto de ver e saber tudo, ás vezes até de mais!
Mas aqui está, mais um exercício de movimento, aprender a equilibrar as rotações cerebrais e cardíacas porque há coisas que não são da nossa competência porque nos faltam os recursos próprios. A fé é a ferramenta que entra em acção onde os nossos recursos próprios não chegam... e deixem-me opinar: e muito bem!

Curioso é observar que esta formula só funciona verdadeira e completamente quando há uma libertação concreta do objecto (físico ou cognitivo) em causa. Ou seja, tem de haver transparência e entrega total numa relação estreita com este mecanismo translúcido e quente que nos aconchega e não nos deixa ficar mal.

E assim, com um sorriso, se acredita nas coisas que não são como se já fossem e mesmo que as coisas não aconteçam ipsis verbis como havíamos pensado, se pararmos por momentos para reflectir em humildade para com a vida, encontramos o motivo que reverte sempre a nosso favor.

Há um momento para tudo mas nem sempre é o momento para aquilo que queremos viver...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sensação da partida

... está quase na hora de partir... que estranha sensação só por saber que me vou afastar dos lugares habituais, das rotinas cansadas, das caras que me acompanham nos transportes diáriamente e das pessoas que trago no peito... talvez pela sensação de liberdade não me assuste ter de voar... é como se estivesse de bem com a probabilidade de me encontrar com a morte, porque estamos em paz.

Sei que vou pensar em algumas pessoas que gostaria de ter ali comigo para partilhar cada detalhe das sensações e emoções, os cheiros e as paisagens, os sabores e movimentos... mas não os tendo perto, levo-os dentro de mim e escreverei no meu molskin cada detalhe que fizer sentido e me seja possivel transpôr em palavras.

Vou-me sentir "cidadã do mundo" porque sou uma alma livre, sedenta do que ainda não vi, do que não conheci... e sendo esta a primeira concretização de um desejo antigo, vou desbloquear mais um trilho no meu caminho e cicatrizar mais da minha alma pelo facto do Ser estar implicito no Eu!