Que estranho cansaço absorto e libertador que se instalou em mim. Um género de película protectora à minha condição débil que transporta uma alma fortalecida.
É daqueles momentos que não vale a pena contrariar com a vontade própria de viver certas coisas que acabam por se revelar fora do seu tempo de existir. Aproveito assim, para aproveitar o momento com todo o movimento que ele me traz, na contenção de uma vontade despropositada e descontextualizada que levada a cabo não me vai permitir ser feliz, pelo simples facto de me trazer apenas a concretização efémera da vontade.
Tudo isto choca com a minha razão humana que diz o contrário... mas até aqui tenho seguido a minha vontade mesmo sabendo que está deslocada do tempo certo de existir.
Por isso contrario a vontade humana para seguir o absurdo que parece persistir num sexto sentido fora de lógica mas que transporta e revela a assertividade que preciso para viver e que pode perdurar no tempo, como nunca aconteceu até aqui e que sempre quis alcançar.
Este estado confere-me uma sensação estranha de liberdade sobre mim mesma e o discernimento claro sobre as sensações e o pragmatismo possível das emoções e dos sentimentos.
Vou deixar tudo acontecer... sobre um movimento que poderá ser perpétuo como o da guitarra de Carlos Paredes.
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