Todos nós passamos, ou dizemos passar por fases na vida. Eu também tinha o hábito de catalogar esses momentos como "fases" mas hoje, pensando melhor, faz mais sentido que essas fases sejam ciclos. Ciclos de aprendizagem.
As "lições" de vida trazidas pelas circunstâncias e condimentadas pelas nossas escolhas (ou vice-versa), são nada mais que patamares na nossa caminhada. Alguns fazem-nos crescer porque assim os conduzimos, outros fazem-nos estagnar como um disco riscado do qual não conseguimos por nós mesmos sair, resolver, avançar.
Procuramos novos mecanismos de desbloqueio do discernimento, auxiliares de percepção, como binóculos que nos ajudem a ver um pouco mais além e nos facilitem as tomadas de decisão. Na verdade todos nós, ou talvez deva dizer, ninguém quer tomar más decisões ou rumos incorrectos na sua vida. Mas na verdade são escassos os binóculos que nos dêem a visão clara, ou mais clara possível do que possa estar mais à frente.
Aqui entra a nossa espiritualidade em acção! O nosso ser ou identidade espiritual revela-se quando as perspectivas fogem do alcance da realidade palpável ou comprovável. Aqui constata-se que todos nascemos com uma medida de fé, seja ela canalizada para que entidade for ou aplicada em que moldes for. Mas também não será verdade que só se alcança o resultado correcto, quando aplicamos os meios que nos foram dados, do modo e para aquilo ou para o qual foram criados?!
A "mania" de fazermos as coisas à nossa maneira e de não nos querermos sentir controlados mas em controlo, contraria e torna incoerente esta ansiedade por uma resposta fora de nós mesmos quando as decisões, sejam elas quais forem em procurar mas querer controlar, ouvir mas não aceitar, estão e partem de nós ainda que no final só estejamos disponíveis para aclamar os bons resultados como nossos e descartar os menos bons, alegando que o transcendente está fora de nós.
Será mesmo que está??
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